Presos da Cadeia Pública de Pratápolis
ficaram sem comer por quatro dias na semana passada. A
maior reclamação dos detentos seria por
causa da comida mal feita, sem a mínima higiene
na alimentação entregue a eles. Parentes
de detentos também reclamam de maus tratos. Delegado
responsável está de férias até
fevereiro. Substituto atende, apenas, a fatos graves.
De terça a sexta-feira da semana passada, os presos
da Cadeia Pública de Pratápolis ficaram
sem comida. Eles decidiram por fazer uma “greve
de fome” por problemas apresentados na comida servida
pelo Estado. Mulheres de detentos procuraram o jornal
Folha da Manhã para narrar os fatos.
Segundo elas, a comida servida para os presos é
muito ruim, sem sal, com água, cabelo e lesma.
As mulheres narram várias atitudes de maus tratos
que, segundo elas, estariam sendo praticadas contra presos
da Cadeia de Pratápolis. Entre elas, a diminuição
do “banho de sol” e falta de assistência
médica aos presos.
O delegado titular no município, diretor da Cadeia,
Osmar Patti, está de férias. Até
a última sexta-feira, dia 15, quem respondia pela
delegacia era Luiz Campolina, dotado em Jacuí.
O delegado afirma que sabia da greve, mas teria sido
informado, por telefone, que ela iria acontecer e que
seria avisado se algum problema mais grave acontecesse,
o que não foi feito.
Informado pela Folha da Manhã a respeito das denúncias
de maus tratos narradas pelas mulheres de presos, o delegado
diz que são graves e que merecem ser investigadas.
A juíza da comarca de Pratápolis, Dra.
Lúcia Regina, não quis comentar sobre o
assunto.
A Cadeia de Pratápolis é de responsabilidade
da Polícia Civil e pertence à regional de
Passos. Lá atuam cinco agentes policiais para cuidar
de cerca de 30 presos.
O delegado regional, Fábio de Oliveira, também
foi procurado para falar sobre o assunto, mas não
atendeu às ligações da reportagem.
Uma das esposas dos presos disse que os detentos fizeram
coisas erradas. Estão lá para pagar pelos
erros, mas eles têm que ser tratados como gente,
não como animais.
A reportagem da Rádio Boa Nova procurou o Conselho
Carcerário, presidido pelo advogado Dr. Daniel,
que, juntamente com outros voluntários, fazem,
já há algum tempo, um trabalho periódico
na Cadeia, vistoriando a situação dos presos.
De pronto o Dr. Daniel nos atendeu e marcou uma entrevista
para esta quarta-feira, onde ele falará sobre o
que o Conselho Carcerário pode fazer em razão
dessas denúncias de maus tratos aos detentos da
Cadeia de Pratápolis, cuja a maioria é de
Itaú de Minas.
Folha da Manhã.