Itaú de Minas, Quinta, 29 de Julho de 2010 .


Durante Encontro de Formação, padres são enviados em missão para Bragança do Pará.

 

catedral  
Catedral de Guaxupé.

“A Igreja de Jesus Cristo ou é missionária ou não é Igreja dele”. É com esta frase do saudoso dom José Mauro que padre Pedro Facci, missionário do PIME (Pontifício Instituto das Missões Exteriores), iniciou a formação permanente do clero, nos dias 19 a 22 de julho, na cidade de Brodowsky, interior de SP.

Padre Pedro, italiano, é diocesano e buscou o PIME para vivenciar com maior intensidade a dimensão missionária da Igreja, partindo para as missões aqui no Brasil e em outros países. Atualmente mora em São Paulo, onde é diretor da revista Mundo e Missão e dá assessoria em diversos lugares.

Na formação do clero de Guaxupé, definiu a dimensão da missão como transbordamento, ou seja, ser missionário é sair de si para doar-se, ser-para-o-outro.

A quinta conferência do CELAM, em Aparecida, no ano de 2008, abordou a dimensão missionária como inata ao discipulado. Ser discípulo é ser missionário. Porém, é preciso despertar todos os cristãos para esta realidade.

Padre Pedro trabalhou a teologia da missão e algumas de suas etapas, como as missões populares e além fronteiras (ad gentes), utilizando como embasamento a passagem de Lc 5,4, “duc in altum” (avancem para águas mais profundas). Ir para as profundezas, na vocação presbiteral é, não seguir o esquema pré-estabelecido da pastoral de manutenção, mas ser criativo, criar novos espaços, novos areópagos, conforme Paulo em At 17,23-34.

Na missa de encerramento do encontro, houve o envio de dois padres da diocese para a missão na Igreja irmã de Bragança-PA – Antônio Carlos e Francisco Albertin. Este exemplo poderá fazer com que a dimensão missionária seja fortalecida no clero da Diocese de Guaxupé.