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Saúde Investigação

ANS investiga denúncias sobre ‘kit Covid’ na Hapvida e no Grupo São Francisco, em Ribeirão Preto

Médicos teriam sido impedidos de tomar decisões de tratamento e obrigados a prescrever remédios sem eficácia.

29/09/2021 às 12h12
Por: Marcos Claudino Fonte: G1
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Hospital São Francisco em Ribeirão Preto. Foto Reprodução EPTV
Hospital São Francisco em Ribeirão Preto. Foto Reprodução EPTV

29/09 - As sedes das operadoras de planos de saúde Hapvida, em Fortaleza (CE), e do Grupo São Francisco, em Ribeirão Preto (SP), foram alvos de diligências da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) após denúncias envolvendo a aplicação do chamado “kit Covid”.

 

As informações foram confirmadas pela ANS nesta terça-feira (28) por meio de nota. A agência informou que membros da Diretoria de Fiscalização estiveram nas unidades na segunda-feira (27) para pedir esclarecimentos e recolheram documentos.

 

Por telefone, a Hapvida confirmou a realização das diligências, que três colaboradores da agência estiveram na empresa, solicitaram informações que precisam ser apresentadas dentro do prazo estipulado e que “a companhia vai apresentar os dados solicitados e está certa de que as dúvidas serão plenamente esclarecidas”.

 

Em Ribeirão Preto, a operação da Hapvida é feita pelo Grupo São Francisco, que foi adquirido em 2019 pela empresa de saúde cearense.

 

De acordo com a ANS, o processo de apuração no grupo Hapvida foi aberto em 30 de agosto e no São Francisco em 8 de setembro após denúncias feitas por prestadores de serviços.

 

A agência afirma que as denúncias envolvem a acusação de que médicos que trabalhavam para o grupo São Francisco eram impedidos de tomar decisões de tratamento para pacientes e também eram obrigados a prescrever o chamado "kit Covid", com remédios que não têm eficácia comprovada no tratamento contra a doença. Apenas as vacinas e o uso de máscaras são meios comprovadamente eficazes contra a Covid.

 

A ANS informou que deu prazo de cinco dias úteis para que a operadora apresente documentos complementares. O órgão também disse que os resultados das diligências estão em análise e, em caso de irregularidades, a operadora pode ser punida.

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